terça-feira, 12 de março de 2013

Experimento: A multiplicidade na direção compartilhada

A multiplicidade na direção compartilhada
Trupe Giramundos

A partir dos estímulos sentidos no "Fronteiras, Arte, Psicodrama e Filosofia", aqueceremos o grupo corporalmente para viver e refletir a direção compartilhada.

Para a reflexão faremos um ajuste da demanda do grupo e poderemos abordar os seguintes conceitos:
- Benefícios da direção compartilhada  X  Riscos da direção compartilhada
- Aquecimento do grupo  X  Desaquecimento do grupo
- Frustrações do grupo  X  Satisfações do grupo
- O inesperado  X  O esperado
- Corpo sem órgãos  X  Corpo Vitrificado
- Ressonâncias  X  Princípios primeiros
- Estruturas rizomáticas  X  Sistemas centralizados
- Descentralização do poder  X  Centralização do poder

Entre um dos nossos desejos está a satisfação quando o progresso aparece ao considerarmos a fenomenologia do corpo e sua relação com o conhecimento sensível, como aquela capaz de ampliar a textura corpórea dos processos de conhecimento:

"A dimensão sensível do corpo não se opõe à razão, mas opera por uma lógica presencial, dialógica, que une saberes, práticas, atitudes, valores, modos de ser, de fazer e de viver, articulando as antinomias. É uma razão que admite as incertezas e as contradições"(Nóbrega e Tibúrcio)

Proposta de Experimento: FINGIR É CONHECER-SE?


A experiência poética de Fernando Pessoa com os heterônimos e a possibilidade de esquecer o conceito de ego.
                                             Devanir Merengué
O poeta Fernando Pessoa escreve:
Não sou nada/Não posso nada/Não posso querer ser nada/À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Como alguém que é nada e nem pretende ser nada escreve uma obra fenomenal que inspira uma infinidade de estudos, sendo essa mesma obra espalhada por jornais, textos sem assinaturas, papéis rabiscados em guardanapos guardados em baús produzidos por seus muitos heterônimos, alguns muitos conhecidos e outros não? A busca por respostas para o mito criado por Fernando Pessoa instiga mestres e jovens estudiosos em todo o mundo.

Pessoa questiona o conceito metafisico de sujeito como unidade. Questiona do mesmo modo a sinceridade do poeta em expressar suas emoções. A partir dai, desdobra, multiplica o que chamamos de eu.
Não sei quem sou, que alma tenho. Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Ou:
Sinto-me múltiplo. [...] Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se meu ser participasse de todos os homens. [...]
Ou ainda:
Sê plural com o universo!

No entendimento que faço do projeto moreniano o conceito de ego não tem  uma grande relevância, sendo com enorme facilidade substituído pela noção de papel. Os heterônimos de Pessoa se aproximam da ideia de papel? Ou ainda, o que estaria por trás é o mesmo incomodo, ou seja, ego (talvez diferentemente de sujeito) é um conceito, de fato, metafisico? A suposta unidade do ego presente na psicologia geral seria algo artificial demais para levarmos em conta? Nesse sentido, o caráter fetichista dos conceitos não traria algo de aprisionante para os seres humanos? Na pratica, sabemos que somos muitos, ou no entendimento moreniano, que somos apenas papéis?
E, além disso: o fingimento poético de pessoa diz respeito a um desempenho de papéis? O que diferencia o assumir por um longo tempo a heteronímia do viver um papel no Psicodrama ou no Teatro?
Pretendo discutir as questões utilizando uma conferencia psicodramática, com a plateia assumindo papéis dramáticos que se alternam com o de audiência/coro grego.
 

sábado, 9 de março de 2013

Proposta de Experimento: O Inferno de Sartre



O Inferno de Sartre

Experimento teatral que promove o diálogo entre o Playback Theatre e o texto teatral, Entre Quatro Paredes, de J. P. Sartre.

A partir das personagens e trechos da peça apresentados com técnicas de PBT (short forms), a platéia será convidada a contar e assistir histórias sobre a vida após a morte.

Duração: 40 minutos
Ficha técnica: 4 atores, 1 músico e 1 condutor. Cenário e instrumentos musicais.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Proposta de Experimento: Performance do Sopro


PERFORMANCE DE DANÇA DO SOPRO

Órfilo Rodrigues Fraga Júnior Filósofo pela Faculdade Católica de Uberlândia. Mestre em filosofia pela Faculdade Federal de Uberlândia. É coordenador do projeto “Trilhas Filosóficas” realizado pela “Clínica Trilhas AT”, onde ministra cursos e promove grupos de estudos sobre autores e temas aos quais se dedica. Há vários anos, realiza oficinas, apresentações e grupos de estudos da Dança do Sopro em Uberlândia.

SOBRE A DANÇA DO SOPRO
A Dança do Sopro é resultado de crises esquizo-convulsivas; crises do corpo e do pensamento; crises dos limites e das fronteiras entre os corpos, entre os pensamentos e entre o corpo e o pensamento. Rupturas-tremores; elevações-quedas; sublimações-descargas; contenções-entregas.
Mas não é representação das formas de crises, pois, é também resultado de enfrentamentos e superações, no corpo e no pensamento, dos limites e fronteiras entre corpos, entre pensamentos, entre corpo e pensamento. É a expressão “caosmótica” das forças que se movimentam nas fronteiras, de um lado ao outro, de um lado e do outro, tornando indiscerníveis os limites. Política esquizo-convulsiva que emerge dos enfrentamentos e superações; máquina de guerra do não-formado, do não-formatado e do “desenformado”.
É a afirmação ética e estética de todos os seres de todos os corpos que habitam um corpo; é o devir caótico de todos os pensamentos e formas de pensar que habitam um pensamento. Múltiplos corpos se compondo sucessivamente, desordenadamente em formas fluidas, liberados da forma fixa, una e totalizante. Múltiplos corpos se descompondo para a irrupção das novas formas que se sucedem indefinidamente. Signos do pensamento-acontecimento. “Poesia física no espaço”.
Seres fantásticos, caídos, extintos, não-nascidos, angelicais, demoníacos, animalescos, humanos, pestilentos, lamurientos, devotos, amaldiçoados, beatificados, sofredores, silenciosos, sonoros, guturais, cantantes... São potências dos corpos que compõem um corpo; são intensidades não-formadas que compõem o inconsciente; são forças inconscientes que se movem no corpo e no pensamento, e que os movem.
Será possível deixá-los viver? Será permitido deixá-los andar sobre a terra?
A experimentação constará de exercícios de respiração que possibilitem o despertar de forças do corpo que serão postas em movimentos físicos e sonoros compondo, em cada um dos participantes, uma dança própria que dê vida aos seres fantásticos que trazem em si.
Será realizada no prazo de 60 minutos, com uma performance de encerramento realizada pelo proponente.

terça-feira, 5 de março de 2013

Proposta de Experimento: Diversidade Humana



Diversidade Humana
Otávio Naves Micheloto



O experimento tem por objetivo trazer discussões acerca das diferenças, sejam físicas, culturais, sociais entre outras. Por meio da arte e da teoria psicodramática, objetivasse trabalhar questões relacionadas ao tema da diversidade humana. Através de uma discussão inicial acerca do que vem a ser diversidade, será possibilitado um espaço para reflexão acerca das diferenças e para troca de experiências entre os sujeitos.

Como será realizado o experimento:
Inicialmente será feita uma breve introdução sobre o quem a ser o tema “Diversidade Humana” com a participação do grupo como um todo e dirigida por um mediador. Na segunda parte da atividade, serão distribuídas algumas figuras contendo elementos relacionados ao tema proposto. Exemplos de figuras: pessoas com deficiência, negros, brancos, gordos etc. Sendo poucas figuras serão formadas duplas. Cada membro dessas duplas será solicitado a refletir internamente acerca dos sentimentos, emoções entre outros aspectos que surgirem. Após os participantes refletirem sobre as figuras, haverá um compartilhamento grupal sobre o que cada um refletiu. Ao final, o grupo será solicitado a pensar conjuntamente uma imagem simbolizando o tema “Diversidade Humana”.

Número de participantes: 10

Recursos necessários: espaço para formar o grupo. Um diretor e dois egos-auxiliares escolhidos pelo grupo. 5 figuras e escolhidas 4 duplas, levadas pelo organizador da atividade.

Propostas de experimentos

Querid@s participantes,

Ontem (04/03) compilamos as propostas de experimentos lançadas para o FRONTEIRAS UBERLÂNDIA 2013.
A partir de hoje, vamos publicá-las aqui no Blog para que vocês conheçam as propostas e dialoguem com os autores postando aqui seus comentários e perguntas.
Essa discussão prévia, vai permitir que nossa votação do que vai ser vivido em Uberlândia seja mais rápida e divertida, participem!

Proposta de Experimento: Anti-conferência: a vibratilidade do rabo cortado da lagartixa




André Marcelo Dedomenico
Cida Davoli
Claudia Fernandes

Não, isto não é uma metáfora… mas um convite à experimentação de uma problematização. Experimentação de duas dobras da vida, pensamento e corpo. Como estas dimensões cruciais de uma vida potente se articulam na prática socionômica quando atingimos uma certa zona fronteiriça? Um corpo produzindo um pensamento e este criando um corpo... Que corte-acaso foi este que lançou um pequeno pedaço do corpo socionômico para uma região periférica de Minas e ao fazê-lo coloca-nos às margens de uma certa organização, de um certo corpo organizado cientificamente? Ao distanciarmo-nos de uma organização, também nos distanciamos da Biologia, que em sua metáfora de organismo dominou o corpo social e político e se quer a verdade antropológica do homem na contemporaneidade. Nos distanciamos das neurociências, que explica a tudo e a todos a partir de meras reações químicas e nos reduz subjetivamente a uma conjunção de neurotransmissores, num desejo de totalidade que tira a dimensão política da clínica. Mas esta já é a própria política, ou melhor, biopolítica, uma prática majoritária... Corte que nos lança para uma zona de fronteira, onde perdemos um pouco (ou muito) o chão, atingimos um certo limite de si mesmos, nos tornamos marginais, já que passamos a ocupar o limite periférico do círculo... experimentamos um devir-minoritário, numa prática também minoritária, esbarramos nas artes e na filosofia.  Algo se passou entre nós, nos movimentamos e ao fazê-lo produzimos a necessidade de criar. Vida é criação. Psicodrama é criação. Cortados, começamos a vibrar... Nosso primeiro encontro deu-se ainda muito próximo a um centro, Brasília: centro geodésico de poder, das organizações institucionais e quiçá democráticas que regem nossas vidas enquanto cidadãos brasileiros, num plano macropolítico. Mas também e, isto é o mais importante, pois refere-se aos afetos e desejos que nos atravessam, ainda muito próximos de um centro, este mais imaterial, porém não menos real e existente, o local onde se deu nosso último congresso científico, sua organização com seu estriamento de espaço e de tempo, suas grades clamando por um reconhecimento científico e com isso, tornado-nos todos reféns dos valores hegemônicos no contexto social, com suas hierarquias piramidais, onde só há cúmplices, para além de uma compreensão marxista de lutas de classes e dos conflitos entre “iniciantes” e “experientes”, entre professores e alunos, entre novos e velhos psicodramatistas, entre o verdadeiro e o equivocado na compreensão dos conceitos socionômicos... Nada se cria em tal contexto, apenas se repetem os mesmos valores já legitimados pelo staff científico... Neste segundo encontro, tenta-se quebrar as grades para que os corpos se afetem, o corpo coletivo se faz mais poroso, permeável , penetrável e fecundo, o tempo pode fluir com mais espontaneidade e experimenta-se estar a deriva... talvez estejamos frente a um nascimento, o ato de maior espontaneidade segundo Moreno. O nascimento não é o que ficou para trás, num passado remoto ou imemorial, mas o que está por vir... um nascimento é sempre uma transgressão, uma linha de fuga, um esburacamento institucional neste mundo, não para se criar um mundo melhor no futuro, mas de um ato de criação neste mesmo mundo. Uma vida que pede passagem, aqui e agora... uma borboleta que quebra seu casulo para fugir da larva e experimentar a sua potência de vôo... Sua biopotência...
Continua em Uberlândia...