sábado, 9 de março de 2013

Proposta de Experimento: O Inferno de Sartre



O Inferno de Sartre

Experimento teatral que promove o diálogo entre o Playback Theatre e o texto teatral, Entre Quatro Paredes, de J. P. Sartre.

A partir das personagens e trechos da peça apresentados com técnicas de PBT (short forms), a platéia será convidada a contar e assistir histórias sobre a vida após a morte.

Duração: 40 minutos
Ficha técnica: 4 atores, 1 músico e 1 condutor. Cenário e instrumentos musicais.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Proposta de Experimento: Performance do Sopro


PERFORMANCE DE DANÇA DO SOPRO

Órfilo Rodrigues Fraga Júnior Filósofo pela Faculdade Católica de Uberlândia. Mestre em filosofia pela Faculdade Federal de Uberlândia. É coordenador do projeto “Trilhas Filosóficas” realizado pela “Clínica Trilhas AT”, onde ministra cursos e promove grupos de estudos sobre autores e temas aos quais se dedica. Há vários anos, realiza oficinas, apresentações e grupos de estudos da Dança do Sopro em Uberlândia.

SOBRE A DANÇA DO SOPRO
A Dança do Sopro é resultado de crises esquizo-convulsivas; crises do corpo e do pensamento; crises dos limites e das fronteiras entre os corpos, entre os pensamentos e entre o corpo e o pensamento. Rupturas-tremores; elevações-quedas; sublimações-descargas; contenções-entregas.
Mas não é representação das formas de crises, pois, é também resultado de enfrentamentos e superações, no corpo e no pensamento, dos limites e fronteiras entre corpos, entre pensamentos, entre corpo e pensamento. É a expressão “caosmótica” das forças que se movimentam nas fronteiras, de um lado ao outro, de um lado e do outro, tornando indiscerníveis os limites. Política esquizo-convulsiva que emerge dos enfrentamentos e superações; máquina de guerra do não-formado, do não-formatado e do “desenformado”.
É a afirmação ética e estética de todos os seres de todos os corpos que habitam um corpo; é o devir caótico de todos os pensamentos e formas de pensar que habitam um pensamento. Múltiplos corpos se compondo sucessivamente, desordenadamente em formas fluidas, liberados da forma fixa, una e totalizante. Múltiplos corpos se descompondo para a irrupção das novas formas que se sucedem indefinidamente. Signos do pensamento-acontecimento. “Poesia física no espaço”.
Seres fantásticos, caídos, extintos, não-nascidos, angelicais, demoníacos, animalescos, humanos, pestilentos, lamurientos, devotos, amaldiçoados, beatificados, sofredores, silenciosos, sonoros, guturais, cantantes... São potências dos corpos que compõem um corpo; são intensidades não-formadas que compõem o inconsciente; são forças inconscientes que se movem no corpo e no pensamento, e que os movem.
Será possível deixá-los viver? Será permitido deixá-los andar sobre a terra?
A experimentação constará de exercícios de respiração que possibilitem o despertar de forças do corpo que serão postas em movimentos físicos e sonoros compondo, em cada um dos participantes, uma dança própria que dê vida aos seres fantásticos que trazem em si.
Será realizada no prazo de 60 minutos, com uma performance de encerramento realizada pelo proponente.

terça-feira, 5 de março de 2013

Proposta de Experimento: Diversidade Humana



Diversidade Humana
Otávio Naves Micheloto



O experimento tem por objetivo trazer discussões acerca das diferenças, sejam físicas, culturais, sociais entre outras. Por meio da arte e da teoria psicodramática, objetivasse trabalhar questões relacionadas ao tema da diversidade humana. Através de uma discussão inicial acerca do que vem a ser diversidade, será possibilitado um espaço para reflexão acerca das diferenças e para troca de experiências entre os sujeitos.

Como será realizado o experimento:
Inicialmente será feita uma breve introdução sobre o quem a ser o tema “Diversidade Humana” com a participação do grupo como um todo e dirigida por um mediador. Na segunda parte da atividade, serão distribuídas algumas figuras contendo elementos relacionados ao tema proposto. Exemplos de figuras: pessoas com deficiência, negros, brancos, gordos etc. Sendo poucas figuras serão formadas duplas. Cada membro dessas duplas será solicitado a refletir internamente acerca dos sentimentos, emoções entre outros aspectos que surgirem. Após os participantes refletirem sobre as figuras, haverá um compartilhamento grupal sobre o que cada um refletiu. Ao final, o grupo será solicitado a pensar conjuntamente uma imagem simbolizando o tema “Diversidade Humana”.

Número de participantes: 10

Recursos necessários: espaço para formar o grupo. Um diretor e dois egos-auxiliares escolhidos pelo grupo. 5 figuras e escolhidas 4 duplas, levadas pelo organizador da atividade.

Propostas de experimentos

Querid@s participantes,

Ontem (04/03) compilamos as propostas de experimentos lançadas para o FRONTEIRAS UBERLÂNDIA 2013.
A partir de hoje, vamos publicá-las aqui no Blog para que vocês conheçam as propostas e dialoguem com os autores postando aqui seus comentários e perguntas.
Essa discussão prévia, vai permitir que nossa votação do que vai ser vivido em Uberlândia seja mais rápida e divertida, participem!

Proposta de Experimento: Anti-conferência: a vibratilidade do rabo cortado da lagartixa




André Marcelo Dedomenico
Cida Davoli
Claudia Fernandes

Não, isto não é uma metáfora… mas um convite à experimentação de uma problematização. Experimentação de duas dobras da vida, pensamento e corpo. Como estas dimensões cruciais de uma vida potente se articulam na prática socionômica quando atingimos uma certa zona fronteiriça? Um corpo produzindo um pensamento e este criando um corpo... Que corte-acaso foi este que lançou um pequeno pedaço do corpo socionômico para uma região periférica de Minas e ao fazê-lo coloca-nos às margens de uma certa organização, de um certo corpo organizado cientificamente? Ao distanciarmo-nos de uma organização, também nos distanciamos da Biologia, que em sua metáfora de organismo dominou o corpo social e político e se quer a verdade antropológica do homem na contemporaneidade. Nos distanciamos das neurociências, que explica a tudo e a todos a partir de meras reações químicas e nos reduz subjetivamente a uma conjunção de neurotransmissores, num desejo de totalidade que tira a dimensão política da clínica. Mas esta já é a própria política, ou melhor, biopolítica, uma prática majoritária... Corte que nos lança para uma zona de fronteira, onde perdemos um pouco (ou muito) o chão, atingimos um certo limite de si mesmos, nos tornamos marginais, já que passamos a ocupar o limite periférico do círculo... experimentamos um devir-minoritário, numa prática também minoritária, esbarramos nas artes e na filosofia.  Algo se passou entre nós, nos movimentamos e ao fazê-lo produzimos a necessidade de criar. Vida é criação. Psicodrama é criação. Cortados, começamos a vibrar... Nosso primeiro encontro deu-se ainda muito próximo a um centro, Brasília: centro geodésico de poder, das organizações institucionais e quiçá democráticas que regem nossas vidas enquanto cidadãos brasileiros, num plano macropolítico. Mas também e, isto é o mais importante, pois refere-se aos afetos e desejos que nos atravessam, ainda muito próximos de um centro, este mais imaterial, porém não menos real e existente, o local onde se deu nosso último congresso científico, sua organização com seu estriamento de espaço e de tempo, suas grades clamando por um reconhecimento científico e com isso, tornado-nos todos reféns dos valores hegemônicos no contexto social, com suas hierarquias piramidais, onde só há cúmplices, para além de uma compreensão marxista de lutas de classes e dos conflitos entre “iniciantes” e “experientes”, entre professores e alunos, entre novos e velhos psicodramatistas, entre o verdadeiro e o equivocado na compreensão dos conceitos socionômicos... Nada se cria em tal contexto, apenas se repetem os mesmos valores já legitimados pelo staff científico... Neste segundo encontro, tenta-se quebrar as grades para que os corpos se afetem, o corpo coletivo se faz mais poroso, permeável , penetrável e fecundo, o tempo pode fluir com mais espontaneidade e experimenta-se estar a deriva... talvez estejamos frente a um nascimento, o ato de maior espontaneidade segundo Moreno. O nascimento não é o que ficou para trás, num passado remoto ou imemorial, mas o que está por vir... um nascimento é sempre uma transgressão, uma linha de fuga, um esburacamento institucional neste mundo, não para se criar um mundo melhor no futuro, mas de um ato de criação neste mesmo mundo. Uma vida que pede passagem, aqui e agora... uma borboleta que quebra seu casulo para fugir da larva e experimentar a sua potência de vôo... Sua biopotência...
Continua em Uberlândia...

segunda-feira, 4 de março de 2013

Proposta de Experimento: Espontaneidades a-subjetivas: multiplicidades de existências em trânsito



Espontaneidades a-subjetivas: multiplicidades de existências em trânsito
Juliana Bom Tempo

Ângela Vieira da Silva
Fernando Hiromi Yonezawa



Queremos, junto ao pensamento de Moreno, problematizar a espontaneidade atrelada a uma unidade subjetiva: o sujeito, tendo em vista que, esta vinculação, privatiza e determina um coletivo de forças que são sempre relacionais e desubjetivantes, pois são também produzidas por conexões inumanas. Para isso, tomamos o conceito filosófico de multiplicidade da obra da Guattari e Deleuze, o qual nos possibilita pensar o múltiplo como substantivo, uma entidade plural que vale por si mesma e, assim sendo, não pretende uma unidade por vir, nem é resultado de uma totalidade estilhaçada. Desse modo, pensar o indivíduo enquanto multiplicidade é tomá-lo como um corpo sempre povoado por diferenças em relações de composição, pensando uma espontaneidade, no sentido que Moreno nos traz, como produção de diferenças e que já acontece no nível a-subjetivo e a-significante. Aliados a isso embasamo-nos numa concepção de arte implicada com a vida, conforme Artaud, o que torna bem-vinda a noção de crueldade enquanto um rigor que se processa no plano de abertura dos corpos aos apetites de vida. É pensando nessa espontaneidade, desestabilizadora do status quo, que queremos propor uma oficina com intuito de propiciar que o existir possa manter-se em trânsito, sensível às forças ativas, criadoras de novas formas de viver desviantes de valores morais e modelos de sucesso aprisionantes.
MÉTODO. Trabalharemos as tensões existentes entre teatralidade e performance, visando produzir pequenas violências nos modos de organização dos corpos e das relações enquanto papeis sociais, com vias a agenciar acontecimentos de espontaneidades; ou seja, espontaneidades a-subjetivas. Para isso, o trabalho se divide em quatro momentos.
1. ABRIR O CORPO. Trabalho corporal a partir de técnicas artísticas para abrir os corpos aos afetos e às conexões produzidas nesse encontro. 2. IMINENCIA. Momento em que conduzimos o trabalho em direção ao tema proposto, entrando gradualmente em outros modos de encontros e de afetos que queremos produzir. 3. INTEMPERE. Não acontece mais condução direta dos facilitadores, que se colocam à espreita para intensificar fluxos, acolher, acelerar e lentificar os acontecimentos presentes, momento de experimentação a partir dos encontros com forças que atravessam a proposta. 4. COMPARTILHAR. Momento de compartilhar a experimentação a partir do desejo dos presentes
MATERIAIS. Amplificador de som (caixa de som) com cabo para notebook. Uma sala ampla própria para trabalhos corporais. TEMPO. 03 horas de duração.


PROPOSTA DE EXPERIMENTO: FÁBULAS Filosofar psicodramaticamente



FÁBULAS: Filosofar psicodramaticamente 

Andréa Claudia de Souza

O objetivo deste trabalho é possibilitar a liberdade de expressão, mapear os tipo de angústias do grupo, conhecer melhor o grupo a partir do inconsciente grupal, discutir saídas saudáveis.
Contar uma fábula ou qualquer estória deste tipo pode passar muitas vezes como estória infantil, mas é importante lembrar o intuito dos escritores, em especial o dos filósofos. Afinal, quem pode criticar o presidente de nosso país com maior liberdade; o Jornal Nacional ou a turma do Pânico? Quem fala mal da própria novela; a Ana Maria Braga ou o Casseta e Planeta? Desde os primórdios do tempo o humor é a forma de se criticar com menor resistência. Na Grécia e Roma antiga, tínhamos os filósofos fazendo críticas em forma de fábulas, disfarçando sua fala para que pudessem se expressar sem punições. Naquela época esperava-se ensinar com as fábulas uma nova forma de olhar e pensar algumas situações, não é o caso do Psicodrama. O Psicodrama com fábulas espera criar este clima em que as resistências sejam quebradas e o inconsciente e o co-inconsciente possam se manifestar com tranquilidade e assim procurar novas possibilidades, mas não tenta impor uma moral da história, não fecha nenhuma verdade. A história é co-construida em grupo e trabalhada em todas as suas possibilidades.
Venho apresentando algumas fábulas de  JEAN DE LA FONTAINE com este efeito desencadeador de muitas angustias, individuais e grupais, e com a utilização das técnicas psicodramáticas quando ampliam-se as saídas. Três histórias são as mais utilizadas nesta oficina, não eliminando a possibilidade de percebermos no aquecimento outras histórias mais pertinentes ao grupo.
1.      AS ORELHAS DA LEBRE
2.      O CONSELHO DOS CAMUNDONGOS
3.      OS ANIMAIS E A PESTE
             O final da história é co-construido e após a criação de vários finais, dramatizamos uma das estórias e dali surgem outras cenas mais reais. É parte do pressuposto teórico a espontaneidade e dentro dela a adequação de respostas. O uso da fábula neste caso deve estar a serviço de novas saídas, novas reflexões. Cada um deve pensar nas diversas formas e momentos de se responder da forma mais saudável possível.